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abr3

Como anda a confiança na sua relação?

Existem momentos que o mais difícil é confiar no outro...

Existem momentos em que o mais difícil é confiar no outro...

Não sei quanto a vocês, mas para ter um relacionamento saudável é preciso confiar naquele em quem você ama.
Confiar não significa contar tudo, nem esperar que o outro conte tudo a respeito de sua vida. Todos temos nossas próprias vidas, e nelas existem coisas que não compartilhamos (necessariamente) com os outros.

Mas existem coisas que devem ser compartilhadas, pois se não forem compartilhadas podem colocar a relação em risco.  Precisamos nos sentir seguros de que as bases de uma relação estão sólidas para podermos continuar a nos relacionar.

O amor, ou a paixão, são fundamentais. O companheirismo também. É importante que saibamos que somos queridos. Mas não são só eles que precisam ser compartilhados. Alguns valores importantes de cada um precisam estar claros para que a relação não desande.

Um exemplo simples, muito simples: Sua namorada sempre diz que não gosta de futebol. E aí um dia você descobre que ela sempre assiste jogos de futebol. Mas quando você toca no assunto, ela insiste que não gosta de futebol. O que você acharia disto?

Por que ela falaria uma coisa e faria outra?

Em alguns casos, a resposta seria: “Eu não falo sobre isto pois sei que você não gosta de futebol e não queria discordar de você”.

Neste caso, o que ela pode estar querendo dizer é que ela sabe que você não gosta disto e preferia não te contrariar.

Mas existem outras situações e respostas possíveis. Uma das que mais me preocupa é a possibilidade dela talvez não fazer questão de assistir a jogos de futebol, mas as amigas dela gostam e ela vai junto. Ao invés de simplesmente deixar de ir, ela passa a seguir o que as amigas fazem, sem ter critério, simplesmente “entra na onda” e deixa rolar.

Deve ser difícil conviver com uma pessoa que entra em qualquer onda. Sabe lá qual vai ser a próxima coisa que vai acontecer. Se ela segue os amigos em qualquer situação, sem estabelecer os limites, o que pode vir depois?

Este tipo de situação pode trazer uma insegurança constante, um sentimento de descontrole, como se você estivesse pisando em terreno escorregadio, que pode afundar a qualquer momento.

É um desafio confiar, e em muitos casos é importante deixar claro alguns pilares da relação. Sem isto, o amor, a paixão e o companheirismo podem ser abalados. E isto vale para os dois, é bom não esquecer disto…

fev13

Paixão e Amor demais podem fazer mal

O amor pode ser uma doença

O amor pode ser uma doença

O sonho romântico de um grande número de pessoas é viver um amor tão grande, tão grandioso, que transforma praticamente o casal em uma pessoa só.

As duas pessoas passam a viver em comunhão, num tipo de simbiose, que cria uma nova identidade, o Nós.

Conheci muito poucas mulheres que não vivessem esta fantasia de amor, e de paixão. E muitos homens embarcam neste viagem.

De certa maneira isto é um desprendimento de sua individualidade, já que você vai se dispor a abandonar sua personalidade em nome de uma outra, como um padre ou uma freira, que abdicam de sua identidade “pagã” e assumem outro nome quando ingressam para a vida religiosa.

O risco, óbvio, é a perda da identidade. A nova identidade é uma mistura de papéis sociais com questões complexas de personalidade.  A tendência é que as características complementares predominem, e as diferenças desapareçam.

Mas… não são todas as características complementares que são positivas. Muitas delas podem ser ruins, e mesmo assim, se encaixarem no perfil da parceira.

O resultado disto é que suas paranóias, medos e inseguranças podem ser complementares à questões de sua parceira, e que vocês dois vivam um ciclo estranho, quase perverso. Em muitas modalidades de relacionamento o cotidiano vai se transformar num inferno. E o pior é que você não vai perceber!

O caminho para o compartilhamento da vida é complicado, pois nunca sabemos qual é o nosso limite e o limite do outro. Mas com certeza a única maneira de que um relacionamento seja saudável para ambas as partes é conseguir manter a individualidade, por menor que seja. Sem a individualidade corre-se o risco de uma fusão, que junta as coisas boas, mas principalmente as ruins de cada um dos lados.