Arquivo de fevereiro, 2010

fev17

Legalização da Prostituição

Na Holanda a prostituição não é discriminada

Na Holanda a prostituição não é discriminada

Há um importante debate acontecendo hoje, a legalização dos profissionais do sexo. Lógico que é polêmico demais o tema, muita gente esclarecida não tem opinião formada.

Grande parte do problema está associado ao moralismo das sociedades em geral. Na verdade, mais do que moralismo, o problema é a hipocrisia que existe quando se fala em sexo. E eu não estou falando de um grupo ou outro na nossa sociedade, mas da a sociedade como um todo. Não se fala abertamente sobre sexo, e isto não tem mudado nos últimos anos.

A prostituição (trocar sexo por dinheiro ou favores, veja aqui a definição no Wikipedia) sempre existiu na raça humana. Existem pesquisadores que já detectaram este tipo de comportamento até em macacos. Não há novidade nenhuma no assunto, não é fruto dos “tempos modernos” ou da “depravação da sociedade atual”, como poderiam dizer os mais conservadores.

Todos os tipos de pessoas procuram a prostituição. Jovens, velhos, religiosos, casados, solteiros, ricos e pobres. E todos procuram algo diferente, assim, não há apenas uma coisa que as pessoas querem quando se trata de sexo: Existem várias.

Muitos países tratam a prostituição de uma maneira diferente que no Brasil. Em países islâmicos é crime punido com prisão e muitas vezes violência associada à humilhação (apedrejamento, chibatadas em praça pública). Já em alguns países europeus a prostituição foi legalizada, permitindo que acesso aos serviços públicos de saúde e aposentadoria.

O Brasil, de certa maneira, trata a prostituição da mesma maneira que outras questões sociais mal resolvidas: Faz de conta que não existe, tem leis que proíbem mas também não se esforça em fazer com que a lei se cumpra. É uma maneira velada de aceitação, um jeito ambíguo de tratar o tema, como o preconceito racial, a homossexualidade e outras tantas coisas.

Agora o governo brasileiro criou um documento que engloba todos os “problemas sociais” e incluiu a prostituição nele. Quer discriminalizar e dar direitos aos profissionais do sexo, mas juntou o tema num pacote com dezenas que outras questões, como o direito à invasão de terras, censura dos meios de comunicação e mais um monte de coisas questionáveis ou que simplesmente não querem ser discutidas. Como se desse para juntar todos os temas num só e ao lançar um documento falando sobre isto todos os assuntos estariam resolvidos numa canetada só.

Tenho certeza que o governo brasileiro, ao invés de ajudar, vai atrapalhar ainda mais com esta atitude. A reação ao documento vai juntar todos os conservadores de todas as áreas para banir estas propostas, o que vai fazer com que a cada dia continuemos mais hipócritas em relação ao sexo, e aos profissionais que trabalham com ele.

Para quem quiser baixar o Programa Nacional de Direitos Humanos (que trata do assunto), basta clicar aqui.

fev13

Carnaval: Época de comer baranga!!

Bota a máscara, mulherada!

Bota a máscara, mulherada!

Se segura aí, gente!

Carnaval parece alegria, mas no fundo é a grande oportunidade das barangas se reproduzirem. Você tá lá, muito louco de cerveja, pulando feito um cabrito no cio e suado como um leitão no forno e de repente encontra uma mulher meio mascarada, meio pelada, disponível aos seus apalpos e sacanagem.

Se cuida, mané! É baranga!

Para quem está achando que vai se dar bem, dá uma olhada nas companheiras da Geisy (aquela da Uniban) em cima do trio elétrico em Salvador. OK, elas estão peladas, mas se você estiver sóbrio vai perceber que é jaburu no ninho!! Clique aqui para ver.

fev13

Paixão e Amor demais podem fazer mal

O amor pode ser uma doença

O amor pode ser uma doença

O sonho romântico de um grande número de pessoas é viver um amor tão grande, tão grandioso, que transforma praticamente o casal em uma pessoa só.

As duas pessoas passam a viver em comunhão, num tipo de simbiose, que cria uma nova identidade, o Nós.

Conheci muito poucas mulheres que não vivessem esta fantasia de amor, e de paixão. E muitos homens embarcam neste viagem.

De certa maneira isto é um desprendimento de sua individualidade, já que você vai se dispor a abandonar sua personalidade em nome de uma outra, como um padre ou uma freira, que abdicam de sua identidade “pagã” e assumem outro nome quando ingressam para a vida religiosa.

O risco, óbvio, é a perda da identidade. A nova identidade é uma mistura de papéis sociais com questões complexas de personalidade.  A tendência é que as características complementares predominem, e as diferenças desapareçam.

Mas… não são todas as características complementares que são positivas. Muitas delas podem ser ruins, e mesmo assim, se encaixarem no perfil da parceira.

O resultado disto é que suas paranóias, medos e inseguranças podem ser complementares à questões de sua parceira, e que vocês dois vivam um ciclo estranho, quase perverso. Em muitas modalidades de relacionamento o cotidiano vai se transformar num inferno. E o pior é que você não vai perceber!

O caminho para o compartilhamento da vida é complicado, pois nunca sabemos qual é o nosso limite e o limite do outro. Mas com certeza a única maneira de que um relacionamento seja saudável para ambas as partes é conseguir manter a individualidade, por menor que seja. Sem a individualidade corre-se o risco de uma fusão, que junta as coisas boas, mas principalmente as ruins de cada um dos lados.